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Cavalinha Cultivada

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Cavalinha Cultivada

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Descrição do produto

Cavalinha — Equisetum arvense L.

A cavalinha é uma planta medicinal conhecida principalmente pelo seu uso como diurético, sendo tradicionalmente utilizada quando se deseja aumentar o fluxo urinário e auxiliar em situações leves de retenção de líquidos.

A Agência Europeia de Medicamentos reconhece Equisetum arvense como produto tradicional utilizado para aumentar a produção de urina e favorecer a lavagem das vias urinárias em queixas urinárias leves. A espécie também consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira.

Essa indicação também aparece na literatura de fitoterapia utilizada no projeto. Fitoterapia Contemporânea descreve a cavalinha como diurética em distúrbios do aparelho urinário e registra seu uso etnomedicinal como diurético e em problemas das vias urinárias.

Um estudo clínico com extrato seco de Equisetum arvense encontrou efeito diurético superior ao placebo e semelhante ao da hidroclorotiazida durante o período avaliado, sem alteração significativa dos eletrólitos. Esse resultado é interessante, mas foi obtido com extrato seco e não deve ser transferido diretamente para uma xícara do chá.

A cavalinha também é tradicionalmente conhecida como remineralizante, principalmente pela presença de compostos de silício e sais minerais. Referências fitoterápicas citam seu uso tradicional relacionado ao tecido ósseo e à consolidação de fraturas, mas essa aplicação possui evidência clínica bem mais limitada do que seu uso diurético. O livro do projeto registra ainda cerca de 5 a 8% de ácido silícico na planta, além de sais de potássio e cálcio.

Para que é tradicionalmente utilizada

O chá de cavalinha é utilizado principalmente como auxiliar em retenção leve de líquidos e para aumentar o fluxo urinário, favorecendo a eliminação de água pela urina.

Também aparece tradicionalmente como remineralizante e em preparações voltadas ao cuidado das vias urinárias. Para infecção urinária, cálculos ou doenças renais, porém, o chá não deve ser apresentado como tratamento isolado.

Como preparar

O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira apresenta preparações com 1 a 4 g das partes aéreas para 150 mL de água.

A referência fitoterápica do projeto utiliza 2 g da planta seca para uma xícara, deixando em contato com a água por 10 a 15 minutos, e descreve o consumo de uma xícara três vezes ao dia.

Por possuir efeito diurético, é importante manter ingestão adequada de água durante o uso.

Cuidados

O uso medicinal da cavalinha deve ser evitado durante gravidez e amamentação e em crianças menores de 12 anos. A referência do projeto também contraindica em pessoas com gastrite ou úlcera gástrica ou duodenal e recomenda cautela para quem utiliza medicamentos cardiovasculares, principalmente diuréticos.

Pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, especialmente quando há orientação médica para restringir líquidos, não devem utilizar plantas diuréticas por conta própria. A monografia europeia faz essa ressalva para preparações de cavalinha.

O uso excessivo ou prolongado também deve ser evitado.

Conservação

Mantenha em local seco, fresco e protegido da luz e da umidade. Depois de abrir, conserve a embalagem sempre bem fechada.

Adicione ao carrinho e tenha em casa uma das plantas mais tradicionais para auxiliar o aumento do fluxo urinário e os períodos de retenção leve de líquidos.

Referências

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira — Equisetum arvense L.

European Medicines Agency. European Union herbal monograph on Equisetum arvense L., herba.

Saad G.A. et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2ª ed. O capítulo de Equisetum arvense reúne composição, uso tradicional, indicações, posologia e precauções.