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Espinheira Santa 30G Vida em Ervas

Chás e Ervas

Espinheira Santa 30G Vida em Ervas

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Descrição do produto

Espinheira-Santa — Monteverdia ilicifolia (sin. Maytenus ilicifolia)

A espinheira-santa é uma das plantas medicinais brasileiras mais conhecidas para azia, queimação, má digestão e desconfortos na região do estômago.

Seu uso tradicional está especialmente ligado a problemas gástricos. A Anvisa reconhece oficialmente preparações das folhas como auxiliares no alívio de sintomas dispépticos e como antiácido. Isso inclui situações como sensação de peso no estômago, digestão difícil, desconforto após as refeições e queimação.

A tradição brasileira também associa a espinheira-santa a gastrite e úlcera péptica. Essas indicações aparecem de forma consistente na literatura fitoterápica brasileira, mas, para o chá vendido ao consumidor, é mais adequado apresentá-la como auxiliar dos sintomas gástricos e não como tratamento isolado dessas doenças.

A ação sobre o estômago parece envolver diferentes mecanismos. Estudos experimentais com extratos aquosos das folhas mostram proteção da mucosa gástrica e interferência na secreção ácida. A própria monografia oficial da Anvisa utiliza esses dados, junto a estudos clínicos e ao uso tradicional, para sustentar sua indicação digestiva.

Pesquisas clínicas mais recentes continuam investigando a espécie. Um ensaio randomizado publicado em 2024 avaliou extrato seco padronizado das folhas em pessoas com dispepsia relacionada ao refluxo gastroesofágico e encontrou resultados preliminares favoráveis. Como esse estudo utilizou extrato padronizado, seus resultados não devem ser transferidos diretamente para uma xícara do chá. (PubMed)

Para que é tradicionalmente utilizada

O chá de espinheira-santa é utilizado principalmente para azia, queimação, má digestão, sensação de estômago pesado, desconfortos após as refeições e sintomas dispépticos leves. Tradicionalmente também é empregado como auxiliar nos desconfortos associados à gastrite e à úlcera péptica.

Como preparar

O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira utiliza 1 a 2 g das folhas secas e rasuradas para 150 mL de água. A preparação oficial é feita por decocção: ferver por cerca de 5 minutos e deixar em contato com a água por mais 15 minutos antes de coar.

A orientação oficial permite o consumo de 150 mL do preparado duas horas após o almoço e à noite, podendo chegar a até quatro tomadas ao dia.

Cuidados

O uso é contraindicado durante gestação e amamentação e para menores de 12 anos. A Anvisa também recomenda não ultrapassar as quantidades indicadas. Entre os efeitos adversos já relatados estão boca seca, alteração do paladar e náusea.

Se a dor ou queimação for persistente, recorrente, intensa ou acompanhada de vômitos, sangramento, perda de peso ou dificuldade para engolir, é importante procurar avaliação médica em vez de manter apenas o uso do chá.

Conservação

Mantenha as folhas em local seco, fresco e protegido da luz. Depois de abrir, conserve a embalagem sempre bem fechada.

Adicione ao carrinho e tenha em casa uma das plantas brasileiras mais tradicionais para os momentos de azia, queimação, má digestão e desconforto no estômago.

Referências

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição — Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek. Indicação: auxiliar no alívio de sintomas dispépticos e como antiácido.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Atualização da Denominação Comum Brasileira da espinheira-santa para Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral. (Serviços e Informações do Brasil)

Pharmacological Evaluation of the Traditional Brazilian Medicinal Plant Monteverdia ilicifolia in Gastroesophageal Reflux Disease: Preliminary Results of a Randomized Double-Blind Controlled Clinical Trial. 2024. (PubMed)

Tabach R., Duarte-Almeida J.M., Carlini E.A. Pharmacological and Toxicological Study of Maytenus ilicifolia Leaf Extract Part II—Clinical Study (Phase I). Phytotherapy Research, 2017. (PubMed)